- PA, toma! o medicamento
- Num quéie!
- PA, tem de ser. Vá, toma o medicamento
- Num quéie!
E vai pôr-se junto à porta que dá para o cubículo onde estendemos roupa. Encosta-se ao vidro, vai enrolando as mãos e informa:
- Bebé tá a veie a roupa estendida.
Pausa.
- Tá linda. Tá linda
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
É linda...
Atacado em simultâneo por uma laringite e por uma conjuntivite, leva com pingos no nariz, nos olhos («falta o outo o outo e o outo...»). Quando termina a sessão, meio a choramingar e de olhos fechados:
- o Bebé é linda
- o Bebé é linda
A habilidade e a fome
Conseguiu enfiar as duas pernas no mesmo buraco da cadeira de refeições. A avó ligou-me a chorar. A prantar, melhor dizendo, que eu ia tendo uma coisinha má quando a ouvi ao telefone a soluçar. Ele ia pedindo: papinha... papinha...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Da teimosia
- Mãe! Mãe! Um eléco (um elétrico, claro)
- Não é, filho, é um autocarro.
- Não! Eléco!
- Não é, filho, este é um autocarro!
- (já a choramingar)Eléééco!
- Está bem, pronto, é um elétrico.
(silêncio)
- Mãe!
- Diz, filho.
- Não, num é.
- Não é, filho, é um autocarro.
- Não! Eléco!
- Não é, filho, este é um autocarro!
- (já a choramingar)Eléééco!
- Está bem, pronto, é um elétrico.
(silêncio)
- Mãe!
- Diz, filho.
- Não, num é.
Da sacanice
Contexto: Estava «de castigo», sem direito a chucha, por tê-la atirado para o chão (a primeira coisa que faz, brusco, quando é contrariado).
- Mamã! Chuchinha.... Papá! Chuchinha....
Perante as negativas, a ideia brilhante: atirou-se literalmente para o chão e começou a choramingar. O pai pegou-lhe ao colo. «Dói», diz, muito pesaroso, de mão na cabeça.
-Dói, filho?
- Sim! Chuchinha?
E ainda...
Contexto: De castigo, sem direito ao muito amado folheto de brinquedos do Continente.
- Mamã? Popota... Mamã! Popota...
Perante as negativas, o último recurso, para ele que não é nada beijoqueiro (mas aprendeu há coisa de uma semana a dar beijinhos a sério): estendeu-me os braços, ternurento, agarrou-me a cara, espetou-me um beijinho muito sonoro e depois, com o risinho mais charmoso do mundo:
- Popota!
Desatei a rir e ele achou por bem acompanhar-me as gargalhadas, até que começou a achar riso a mais:
- Popota?
- Não, filho.
Aqui entra a cara mais surpreendida de sempre, tipo «como não? depois disto tudo???)» eheheh
- Mamã! Chuchinha.... Papá! Chuchinha....
Perante as negativas, a ideia brilhante: atirou-se literalmente para o chão e começou a choramingar. O pai pegou-lhe ao colo. «Dói», diz, muito pesaroso, de mão na cabeça.
-Dói, filho?
- Sim! Chuchinha?
E ainda...
Contexto: De castigo, sem direito ao muito amado folheto de brinquedos do Continente.
- Mamã? Popota... Mamã! Popota...
Perante as negativas, o último recurso, para ele que não é nada beijoqueiro (mas aprendeu há coisa de uma semana a dar beijinhos a sério): estendeu-me os braços, ternurento, agarrou-me a cara, espetou-me um beijinho muito sonoro e depois, com o risinho mais charmoso do mundo:
- Popota!
Desatei a rir e ele achou por bem acompanhar-me as gargalhadas, até que começou a achar riso a mais:
- Popota?
- Não, filho.
Aqui entra a cara mais surpreendida de sempre, tipo «como não? depois disto tudo???)» eheheh
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Mais coisas ditas
Na véspera dos dois anos, já não dá para recordar tudo o que ele diz. Já faz frases curtas como «papá, mamã é tonta (!!!!!)», «oh, tá vazio», «óia a bola fugiu», «tá bem», «tá boa» (aplicado a tudo o que esteja quentinho como a água do banho) e repete tudo, diz uma série de nomes próprios e escolhe sempre calçar os «ténis»...
O milho
Uma das primeiras coisas que normalmente quer fazer mal se apanha fora da cama (depois da sesta nos fins-de-semana)é deitar-se no chão e fingir que está a comer milho como se fosse uma galinha. Esgravata e tudo...
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